
Terra Santa: Portas fechadas, olhos apagados
Em Jerusalém, desde 28 de fevereiro, o Santo Sepulcro está fechado e não é permitido celebrar missas e liturgias no local. O conflito no Médio Oriente criou um clima de terror que se reflete no medo constante do outro. A pressão constante do perigo e da insegurança ergue muros que não se veem nem se tocam. As celebrações da Semana Santa estão em risco.
O grande portão de duas folhas, que há centenas de anos protege a entrada do Santo Sepulcro, nunca ficou fechado por tanto tempo. Guerras, perigos e tensões, bem como pandemias, limitaram o acesso ao Lugar Santo, mas isso nunca havia acontecido por um período tão longo e contínuo. É um período que coincidiu com o tempo forte da Quaresma, tempo de meditação e de oração, que, caminhando, nos leva a atravessar, mesmo com apenas uma das folhas aberta, aquele portão. Percorrendo a mesma Via Dolorosa que testemunhou a Paixão de Nosso Senhor, entramos no Lugar do sacrifício do Homem que transformou a Sua morte em Salvação eterna. Essas portas, sempre Santas, estão fechadas desde 28 de fevereiro e ainda não nos é permitido abri-las para ritos milenares que não são apenas fruto de tradições e costumes.
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Ibrahim Faltas *
Vatican News