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Obrigações/impedimentos: extracto dos Estatutos da Ordem

Obrigações/impedimentos: extracto dos Estatutos da Ordem
«Vós sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo» (Act 1, 8)

 

> Brasão da Ordem do Santo Sepulcro

A ORDEM E O ANO DA FÉ

Mensagem de Mons. Com. Francis D. Kelly, Cerimoniário do Grão-Magistério – Vaticano – 15 de Junho de 2012 – Reunião Anual dos Lugar-Tenentes europeus   Vaticano

Sua Eminência, o Grão-Mestre, Cardeal Edwin O’Brien, indicou que entre as suas prioridades iniciais estão estimular a Ordem a estar atenta e a envolver-se no “Ano da Fé” e nos esforços da “Nova Evangelização” — ambas são prioridades do Papa Bento XVI para toda a Igreja.

A Ordem do Santo Sepulcro está obrigada e equipada para participar nestas grandes iniciativas pastorais. Nós somos uma verdadeira Ordem na Igreja — uma das duas únicas que estão totalmente aprovadas envolvendo leigos e clérigos sob a directa alçada da Santa Sé.

A nossa Ordem tem uma história de mil anos que começa com o bem-aventurado Godofredo de Bulhão e os seus companheiros, que se comprometeram com a protecção dos Lugares Santos associados à Paixão, Morte, Sepultura e Ressurreição de Nosso Senhor, facilitando as peregrinações de Cristãos de todo o mundo. Este é o núcleo histórico da nossa Ordem, aprovada em 1113 pelo Papa Pascoal III. A Ordem foi reorganizada em 1847 pelo Papa Pio IX, associando-a ao Patriarcado Latino de Jerusalém.

ESPIRITUALIDADE

A “espiritualidade” dos nossos membros, portanto, precisa ser a nossa maior prioridade. Este termo pode invocar alguma confusão ou ambiguidade; a verdadeira espiritualidade Católica está fundada na Revelação que Deus fez de Si mesmo, que a Igreja recebeu e continuamente proclama no seu Credo, nos dogmas e ensinamentos morais, e na “obediência da fé” (Rom 1, 15).

“Outrora Deus falou aos nossos pais pelos profetas; nestes tempos, que são os últimos, Ele falou-nos pelo seu Filho” (Heb 1, 1-2).

O Apóstolo S. Paulo baseia a sua catequese nesta dinâmica: “Transmito-vos o que eu mesmo recebi” (1 Cor 11, 23). Assim, a nossa fé e espiritualidade estão fundadas na rocha firme da Palavra de Deus e na nossa resposta de fé.

ANO DA FÉ

Uma oportunidade especial para cumprir estes objectivos encontra-se no Ano da Fé, que o Santo Padre, Papa Bento XVI, decretou que dure de 11 de Outubro de 2012 até 24 de Novembro de 2013, iniciando-se com o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Na sua Carta Apostólica “Porta Fidei” (A Porta da Fé), o Santo Padre escreve:

“Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem-se mais conscientes e a revigorar a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.”

Os quatro pilares da fé:
I — O Credo — A Fé que Professamos (nn. 26–1065) II — Os Sacramentos — A Fé que Celebramos (nn. 1066–1690) III — A Vida em Cristo — A Fé que Vivemos (nn. 1691–2557) IV — A Oração Cristã — A Fé que Aprofundamos (nn. 2558–2865) Os quatro pilares
Mons. Com. Francis D. Kelly, Cerimoniário do Grão-Magistério