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Novos caminhos de esperança para os jovens

 

Novos caminhos de esperança para os jovens

29 de Maio, 2026

Para ajudar os jovens profissionais tentados pela emigração numa situação económica desastrosa, o Patriarcado Latino de Jerusalém multiplica as iniciativas.

Johnny Al-Hathwa – Beit Jala

As licenças de trabalho [em Jerusalém] foram suspensas e o trabalho parou. Tudo parou, tudo fechou. O turismo foi completamente devastado. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a emigração, porque não via outra solução.

Fouad Al-Bandak – Belém

Concluí os meus estudos em gestão turística durante a guerra e já nessa altura sabia que não seria fácil encontrar trabalho devido à situação que vivemos. O meu pai também é guia turístico e já não trabalha há dois anos. Hoje, a minha mãe é a única que sustenta a família, porque trabalha como enfermeira no hospital da Caritas.

Perante esta realidade difícil, o Patriarcado Latino de Jerusalém reagiu lançando a segunda edição do projecto «Afaq», em colaboração com o Instituto para a Parceria Comunitária da Universidade de Belém, a fim de abrir novas perspectivas aos jovens e reforçar a sua capacidade de resistência, bem como as suas possibilidades de permanecer na sua terra.

Sami El-Yousef – Director-Geral do Patriarcado Latino de Jerusalém

Desde o início da guerra, tornou-se evidente que o desemprego aumentou significativamente, sobretudo nas regiões de Belém e de Jerusalém, directamente afectadas pela situação política e pela paralisação do turismo, do qual dependem numerosas famílias, especialmente nestas zonas. A isto juntam-se a suspensão e a retirada das licenças de trabalho em Jerusalém, bem como a incapacidade da Autoridade Nacional Palestiniana para pagar salários e cumprir os seus compromissos. Se tivermos em conta todos estes factores, verificamos que o desemprego disparou, atingindo em algumas regiões até 70%.

O projecto prevê apoio às pequenas actividades económicas através de ajudas financeiras sob a forma de aquisição de equipamentos e material, bem como a criação de empregos temporários destinados a jovens licenciados sem trabalho. Oferece igualmente empregos diários às pessoas que perderam a sua actividade no sector do turismo e noutros sectores afectados pela crise. Além disso, o projecto propõe bolsas de formação profissional para aqueles que desejam aprender ofícios e adquirir competências que possam ajudá-los a integrar o mercado de trabalho ou a lançar a sua própria actividade.

Nisreen Mansour – Coordenadora do projecto Afaq

Todas estas acções do projecto «Afaq» têm como objectivo ajudar as pessoas em maiores dificuldades e mais duramente afectadas pela situação actual, para que possam melhorar as suas condições de vida e viver com dignidade. O objectivo é também desencorajar a ideia da emigração, que começa a difundir-se numa grande parte da sociedade como se fosse a única solução possível perante as difíceis condições que atravessamos.

Johnny Al-Hathwa – Beit Jala

Graças a Deus, hoje consegui passar de um pequeno quiosque para um verdadeiro restaurante. Agradeço primeiro ao Senhor e depois ao projecto «Afaq», que apoiou os jovens. Ajudaram-me a comprar equipamento de cozinha, como instalações a gás, uma grelha e um frigorífico — equipamentos de que o restaurante realmente necessitava. Se tivesse de os comprar sozinho, sinceramente, nunca teria conseguido. Foi um enorme passo em frente, passando de algo pequeno para algo grande.

Numa terra exausta pelas crises e pelas guerras, as pequenas histórias de sucesso continuam a ser um poderoso sinal de esperança. Através das perspectivas que oferece para uma vida digna, o projecto «Afaq» pode constituir um primeiro passo para preservar a presença cristã e reforçar o apego à terra de Cristo.

Christian Media Center via Terre Sainte Magazine

Só há 600 cristãos em Gaza, mas são suporte para todos. “Distribuímos milhares de toneladas de ajuda”

31 Maio,2026

O chanceler do Patriarcado Latino de Jerusalém diz que a minoria cristã no enclave palestiniano tem sido um “pequeno grão de fé” na sobrevivência da população, mas precisa de ser ajudada. Em entrevista à Renascença e à Ecclesia, o padre Davide Meli fala do “impacto negativo” do cancelamento das peregrinações à Terra Santa, comenta os incidentes crescentes contra cristãos, e diz acreditar que a aposta que a Igreja Católica ali está a fazer na educação vai capacitar as futuras gerações a valorizarem mais o diálogo e a paz.

https://rr.pt/especial/entrevista-renascenca-ecclesia/2026/05/31/so-ha-600-cristaos-em-gaza-mas-sao-suporte-para-todos-distribuimos-milhares-de-toneladas-de-ajuda/472636/

 Ângela Roque (Renascença), Octávio Carmo (Ecclesia)